O novo “normal” dos RH: como a pandemia mudou a gestão de recursos nas empresas

A pandemia veio alterar significativamente hábitos e dinâmicas que todos nós, cidadãos e empresas, julgávamos estar bem enraizadas.

Isto é bem visível, por exemplo, no Retalho, setor em que se assistiu a uma forte migração dos consumidores para as plataformas de e-commerce levando a que muitos negócios de raiz tradicional tivessem que acelerar a sua transição para o ecossistema digital.

Se este aumento exponencial das compras online foi o gatilho para a transformação da forma como os retalhistas estruturam os seus negócios, no domínio do trabalho, e mais concretamente na gestão de equipas, as mudanças trazidas por medidas de mitigação da pandemia como a obrigatoriedade do teletrabalho levaram a uma verdadeira revolução na área dos Recursos Humanos (RH) com uma forte aposta das empresas no reforço deste departamento com Tecnologias da Informação (TI) de última geração.

Aliás, esta mudança de paradigma na área dos RH é sublinhada pelo recente estudo “Transformação na Gestão de Pessoas” da consultora internacional KPMG.

De acordo com este documento, entre abril de 2020 e 2021, 74% das empresas a nível global promoveram, pelo menos, uma ação no sentido da digitalização e modernização da sua área de RH.

Para além de, como referimos, o contexto ter “obrigado” à necessidade da reestruturação dos RH, a adoção destas TI vem reforçar a crença dos profissionais do setor de que a tecnologia é capaz de minimizar os custos em recursos humanos e alavancar a digitalização dos processos internos das empresas através da eliminação de tarefas repetitivas e a digitalização de processos que consomem muito tempo às equipas de RH, como é o caso da comunicação de novos colaboradores à Segurança Social, a partilha de informação contratual, a gestão de faltas, férias e horas extra, a avaliação de desempenho, a gestão de remunerações e outras compensações, etc.

E que tecnologias são essas que estão a mudar a face dos RH?

Logo à cabeça, encontra-se a automação de tarefas (task automations).

Com um impacto direto no desempenho e assertividade dos processos, esta tecnologia assume-se cada vez mais como um forte aliado das empresas e dos departamentos de RH na otimização e digitalização dos seus processos internos.

Isto é o que já acontece às empresas que apostam num software de Recursos Humanos como o da empresa especialista no desenvolvimento tecnológico de soluções de gestão PRIMAVERA que, entre outras coisas, simplifica as operações, permitindo maximizar a eficiência nos processos de payroll; elimina os erros e custos na gestão de contratos e vínculos, agiliza os processos de formação, simplifica a gestão da informação do funcionário e garante o cumprimento de todas as exigências legais e fiscais relacionadas com os colaboradores das empresas.

Outras das tecnologias emergentes neste “novo normal” dos RH são a Inteligência Artificial (IA) e o Machine Learning (ML), dois conceitos que estão interligados e que dão aos sistemas utilizados pelos Recursos Humanos uma maior capacidade para analisar informações e reconhecer padrões do que as tecnologias atuais.

Isto é extremamente importante num mundo pós-pandémico dominado pelo comércio e transações digitais que acabam por gerar milhares de dados que têm que ser analisados e depurados de modo a obter-se informação relevante para a tomada de decisão das empresas, sobretudo em matéria de Marketing e Recrutamento.

Esta mudança de paradigma já é visível naquilo a que alguns denominam de recrutamento inteligente com o tradicional ATS (Applicant Tracking System) a evoluir para soluções movidas a inteligência artificial que tornam o processo de recrutamento e seleção muito mais ágil e preciso devido à capacidade que estas têm em analisar uma grande quantidade de informações num pequeno período de tempo.

Para além disso, os sistemas que operam com base em IA e ML são extremamente uteis na entrega de soluções em tempo real e insights sobre métricas da força de trabalho que permitem uma melhor gestão dos recursos humanos de uma organização.

Esta análise do “novo normal” dos RH não estaria terminada sem nos referirmos a uma tendência que já se antevia antes da pandemia ter tomado conta da nossa sociedade: migração da gestão dos serviços associados aos Recursos Humanos para a cloud.

Com a pandemia e o crescimento do teletrabalho, observa-se, hoje em dia, uma crescente utilização das plataformas de gestão de capital humano (HCM) na nuvem, ou seja, softwares que concentram todas as atividades de RH num ambiente 100% online, com acesso permanente independentemente da hora ou lugar onde se encontre o profissional.

Para além de permitirem uma redução substancial dos custos relacionados com a manutenção de uma infraestrutura de TI própria (os serviços na cloud são criados e oferecidos por terceiros), a transição dos serviços RH para a cloud oferecem uma superior integração entre as diferentes ferramentas e uma melhoria na gestão dos dados e processos de RH.



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